Naatz defende afastamento imediato do secretário de Estado da Saúde

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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou a compra dos respiradores por R$ 33 milhões para uso na pandemia do coronavírus e que nunca foram entregues, deputado Ivan Naatz (PL), agradeceu, no plenário da Alesc, a todos que ajudaram a construir o relatório elaborado pelo colegiado. “Foi feito em tempo recorde e é um modelo para o Brasil. Não houve caça às bruxas, não foi um desperdício e não terminou em pizza. Acabou com vasto teor comprovatório de responsabilidades. Cabe agora aos órgãos fiscalizatórios e judiciais fazer cumprir a lei e recuperar o dinheiro. A Alesc cumpriu seu papel”, resumiu.

Ao mesmo tempo, Naatz apresentou um vídeo, com trechos do depoimento do secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, para a CPI negando que tenha participado – enquanto era secretário-adjunto da pasta – do processo de compra dos respiradores, alegando que  “não era sua atribuição”.

O relator apresentou então fotografias de uma reunião na Secretaria de Defesa Civil do Estado, na semana de 28 de março último e que tratava do assunto, ocasião em que o secretário estava ao lado do advogado Leandro Adriano de Barros, que foi preso durante as investigações da aquisição dos equipamentos por suspeita de envolvimento na operação. “Ele [Ribeiro] disse que não conhecia Leandro e agora está aí a prova. Infelizmente, parece que um governo de mentirosos tomou conta de Santa Catarina”, afirmou Naatz.

O deputado também lembrou que há três meses a Assembleia Legislativa aprovou um pedido de afastamento do secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, por iniciativa da comissão especial do parlamento que acompanha os gastos do governo com a pandemia do coronavírus, justamente em função das fortes suspeitas do envolvimento do secretário na compra por parte do estado dos 200 respiradores com pagamento adiantado. “A Alesc precisa tomar uma nova posição. É inadmissível que uma pessoa suspeita continue num cargo estratégico e importante como o da saúde determinando novas compras e operações. Além do risco de prejuízos materiais, trata-se de também de um prejuízo moral para a imagem e Santa Catarina”, acentuou o parlamentar.

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