Violência nas escolas: crítica a soluções imediatistas e ataque a causas e não a efeitos

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O deputado Ivan Naatz (PL) defendeu no plenário da Assembleia Legislativa o foco mais nas causas do que nas consequências por parte das autoridades no caso das medidas de segurança com relação ao crescimento dos ataques violentos nas escolas, como no caso da creche de Blumenau que resultou na morte de quatro crianças. O parlamentar ressaltou também o monitoramento das redes sociais na disseminação do discurso de ódio e a importância da família na relação com os filhos, além do treinamento dos professores.

“É compreensível que a população fique comovida, indignada, com medo e com a necessidade da sensação de segurança. Mas o poder público tem o dever de agir de modo racional, com base em dados e evidências. A sociedade pode ser passional, o Estado não”, afirmou Naatz, ao observar que o só aumento da vigilância armada nas escolas não vai resolver totalmente o problema se não forem estudadas e atacadas as principais causas do problema. “Se não entendermos o porquê das atitudes violentas será só dinheiro gasto e falsa sensação de segurança”, complementar o parlamentar.

Ivan Naatz também apresentou dados do crescimento dos ataques nas escolas no Brasil nos últimos anos e comparou com dados dos Estados Unidos que convivem há mais tempo com esta realidade, mostrando que apesar dos pesados investimentos em estrutura de segurança armada e equipamentos naquele país, não houve efeitos práticos e os incidentes continuaram aumentando nos últimos cinco anos, período em que os investimentos foram da ordem de 3,1 bilhões de dólares.

Críticas
O deputado chegou a criticar ainda declarações do prefeito de Blumenau, Mario Hildebrandt (Podemos), feitas em Brasília na reunião sobre o tema na presidência da República, nesta terça-feira (18), defendendo penas mais duras para os criminosos que atacam escolas e crianças. ”Estes lunáticos e drogados não estão preocupados com a pena que vão receber, nem aqui , nem em qualquer lugar do mundo”, afirmou. “É preciso atacar as causas, é necessário monitorar o que acontece nas redes, bloquear ações e temas relacionadas à violência que as crianças têm acesso, capacitar os professores, treinar pais e mães para entender o que o filho está fazendo.”

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